29 de junho de 2019 – segunda e terceira aulas de Análise do Caráter II

  Depois de um momento inicial ocupado com a distribuição um tanto vagarosa das folhas com o texto que serviria de base para as nossas aulas, o Marcus Vinícius iniciou reforçando a ideia de que a tipologia de caracteres apresentada por Reich no livro Análise do Caráter não é uma tipologia fechada mas, ao contrário, uma tipologia aberta – tendo o Reich inclusive dito que “haverá tantos caracteres quantos a sociedade puder produzir” e ter descrito um caso que relata no livro como “Caráter Aristocrático”, uma clara invenção em relação à dinâmica particular do paciente em questão. Ressaltou também que é “super complicada” a ideia de utilizar o caráter como uma “etiqueta” que se coloca no paciente e, assim, nunca se altera; de certo que há uma permanência na estrutura, mas mesmo limitada a vida possui mudanças, o caráter seria, assim, não uma estrutura imóvel ou com pouca mobilidade, mas uma estrutura que dá algum grau de consistência e durabilidade mas existe um funcionamento, um movimento – o caráter como um “modo de existir” de cada paciente. Achei muito adequada e importante essas colocações, pois vejo a tendência justamente para o lado oposto, das pessoas muito preocupadas em rotular, em entender qual é o caráter a partir de qualquer ínfimo detalhe; por vezes até em professores vejo esse comportamento. Continue reading