Como a aula anterior se estendeu até depois das 13h, essa que iniciaria às 13:30 acabou atrasando um pouco, pois as pessoas demoraram a entrar na sala de videoconferência; aproveitando o hiato, perguntei ao Nicolau duas coisas sobre a teoria reichiana dos acumuladores orgônicos (muitas vezes referidos também como “caixas orgônicas”): dado que os primeiros experimentos de Reich nesse sentido foram com uma Gaiola de Faraday, se fazia algum sentido a ideia de que quanto mais camadas intercaladas de metal e material orgânico um acumulador tivesse mais potente seu efeito seria; e se dada a lógica apresentada por Reich entre material orgânico e metal se unidirecional (o orgânico acumula, o metal transmite – por isso os acumuladores devem ser de material orgânico por fora e de metal por dentro, mesmo que tenham múltiplas camadas, para que a energia flua de fora do acumulador para dentro), se fosse construído um acumulador “invertido”, com o interior de material orgânico e o exterior de metal, se o efeito também seria o inverso, de “desenergizar” aquilo/quem estivesse dentro. Continue reading
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12 de setembro de 2020 – segunda aula de Orgonomia
O Nicolau iniciou essa aula fazendo um pequeno e rápido resumo da aula anterior, dizendo que nela ele fez um apanhado geral da história da orgonomia e que nessa a ideia seria compreendermos a lógica da orgonomia, dizendo que “a orgonomia ela se propõe, ela chega a ser, um modo não só de entender, de compreender, as vicissitudes da vida emocional, a relação mente e corpo, mas ela se propõe a ser, na verdade um modo novo de se entender a própria realidade, quer dizer, ela extrapola, em muito, a dimensão da, entre aspas, psicologia ou psicanálise, extrapola em muito também a dimensão, digamos, da fisicalidade, da fisiologia, e essa lógica que eu quero tentar mais uma vez apresentar a vocês e tentar desenvolver esse modo de ver as coisas”. Continue reading
22 de agosto de 2020 – primeira aula de Orgonomia
De todos os cursos ofertados no IFP, esse é o único que me desperta um sentimento ambíguo (acompanhado talvez por Orgonoterapia, mas existem algumas questões que atenuam no caso deste): se ele fosse um curso livre ao invés de um curso básico, eu não o faria, e talvez até gostaria de que assim fosse; mas como ele existe, quero poder estudar bem o tema e pegar o máximo de informações e referências que eu puder. Isso porque Orgonomia é o nome da proposta de ciência que Reich criou baseado na sua ideia da existência do orgone (ou orgon, orgônio e derivados), algo que nunca foi satisfatoriamente comprovado frente a comunidade científica, mas que os reichianos acreditam piamente que existe e que a comunidade só não aceita as postulações de Reich porque é fechada àquilo que não lhe interessa. Então fazer um curso dedicado a isso pode tanto ser uma ótima oportunidade de conhecer as referências, experimentos e protocolos feitos dentro da Orgonomia que podem confirmar as suas hipóteses, ou então apenas ser seis meses de papo furado sobre uma pseudo-teoria de pessoas que querem saber de algo que “ninguém mais sabe” – bom, estando aqui, acho que o melhor é aproveitar bem e tentar me manter aberto. Continue reading