02 de dezembro de 2018 – segunda aula de Oficina do Corpo IV

A aula se pautou em um exercício muito similar ao da aula anterior, que foi a formação de duplas, uma pessoa fazendo o papel de terapeuta e a outra de paciente, o Marcus Vinícius vai passando instruções ao terapeuta para que ele conduza o trabalho com o paciente. A ideia, me parece, é conduzir a pessoa à respiração em quatro etapas proposta por Reich: inspiração lenta; pequena pausa; expiração rápida; pausa até que venha a necessidade de inspirar. Dessa vez, contudo, o exercício teve duas coisas diferentes: primeiro, em um momento específico, o terapeuta deveria pedir ao paciente que, ao soltar o ar, fizesse uma vocalização, sem necessariamente ter um som específico, apenas deixando que o ar vibrasse as pregas vocais produzindo som; segundo, também em um momento específico, o terapeuta deveria colocar o dedo indicador e médio no diafragma do paciente, primeiro buscando apenas localizá-lo e depois buscando fazer uma pequena pressão. Fora esses dois pontos, o exercício seguiu como da primeira aula, tendo o revesamento das funções na dupla e a roda final de impressões.

Uma coisa que foi muito interessante pra mim foi que, em um determinado momento com os dedos no diafragma da pessoa que fazia o exercício comigo, eu realmente pude sentir o músculo vibrando conforme a pessoa respirava, senti um movimento da musculatura durante a respiração – é interessante como conhecemos pouco do corpo humano e não exploramos mais esse tipo de coisa. No momento do terapeuta pressionar o diafragma eu fiquei com um certo receio de que pudesse gerar algum incômodo, principalmente por já ter lido o Reich descrevendo que por vezes pressionava dolorosamente certos pontos em seus pacientes, mas não aconteceu nenhum tipo de desconforto ou dor. Na roda de impressões no final, no entanto, a pessoa que fez comigo relatou que no momento que eu pressionei ela sentiu dor, e isso me surpreendeu, pois eu tentei fazer uma pressão leve e justamente tomar esse cuidado de não machucar. Em alguns momentos depois, já fora do curso, eu fiz pressão no meu diafragma, com força, e não cheguei a sentir dor em momento algum, somente se pressionasse com muita força, então fiquei pensando se essa dor que a pessoa que fez comigo sentiu não seria relacionada a uma couraça atuando naquela região. É algo para perguntar e explorar mais na próxima aula, com certeza.

Nessa aula, por ser mais prática, anotei apenas duas coisas:

– Diafragma = “boca do estômago”, abaixo do externo

– O pedir para o paciente vocalizar na respiração tem relação com conhecermos o paciente

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